domingo, 26 de julho de 2009

16 - 12.07.2009 - 3H Resistência (Carvide)

Boas! Passados 15 dias da Resistência Nocturna Airbike de Leiria, eis-nos chegados a mais uma prova de resistência, desta vez em BTT, e bem perto de casa, Outeiro da Fonte, Carvide. Inscrevi-me nesta prova com o único intuito de rodar em prova, com a plena consciência que desde a prova de Leiria não havia treinado, e que seguramente a forma estaria bem mais fraca. Com toda a calma fui para a prova, tratei do secretariado e preparei a bicicleta. Ainda tive tempo para fazer um pequeno aquecimento e pôr a conversa em dia com os amigos habituais destas andanças.
Partida! Começou com um "start loop" para ir definindo alguma ordem no pelotão, entrando depois nas voltas completas. Bem cedo me apercebi do real estado em que estava fisicamente, o que fez com que tomasse uma decisão com a qual fiquei bastante satisfeito, dosear o andamento. Assim, deixei ir o pessoal com quem costumo andar na disputa, para ir com mais calma, mantendo o coração numa determinada zona. Sabia que alguns não aguentariam o ritmo e dobrá-los-ia antes do fim da prova. Assim, lá fui seguindo ao meu ritmo, que ainda assim era o suficiente para ir passando outros participantes, sempre com uma cadência bem solta para poupar as pernas ao máximo. O percurso era bastante plano, com uma ou outra ligação em estrada, quase sempre em estradão largo, apenas interrompidas pelas zonas em pinhal e uma subida e descida curta em terra. As zonas em pinhal parecem ter dado bastante trabalho a muita gente - por norma os percursos nestas zonas caracterizam-se pelo piso arenoso a obrigar a um esforço extra, e pelas raízes perto ou mesmo à superfície, que estragam a média, as costas, e, por vezes, originam umas inesperadas quedas. Foi o caso em Carvide, segundo vim a saber no fim da prova, algumas quedas com algumas desistências à mistura por dores lombares. Pela minha parte também senti algum desgaste a nível da cervical e da lombar, mas nada que me levasse a pensar desistir. No final ainda pensei em acelerar um pouco o ritmo, e foi o que fiz, mas não por muito tempo já que as pernas não deixaram. Assim, e com muita pena minha, embora saiba bem o porquê e não me censure, vi-me a ser ultrapassado por atletas que normalmente acabam atrás de mim. Paciência!
Os objectivos que delineados para a prova foram cumpridos na íntegra: um bom treino em ritmo de prova e gestão consciente do esforço dispendido. Para o registo ficou o 69º lugar da geral e o 24º da classe.
Relativamente à prova, o que posso dizer é que estava bem organizada, com boas marcações, muitos colaboradores nos cruzamentos de estrada, banhos quentes (a escaldar mesmo!!!) e comida boa no fim. O único ponto menos positivo (mas não negativo) foi o percurso que se revelou pouco interessante. Espero que possam melhorar este ponto!
Até à próxima! Boas pedaladas

sábado, 25 de julho de 2009

Novo update ao tratamento na Clinipedro

Olá! Depois das boas sensações tidas na prova de resistência de Leiria (no que ao ombro diz respeito) continuámos com os tratamentos na Clinipedro, o que também quer dizer que infelizmente vou continuar sem tempo para treinar... Paciência, tempo não há-de faltar depois de estar a 100%. A lógica do tratamento continua a mesma, tendo nesta segunda metade do tratamento sido introduzidos alguns exercícios de reforço muscular. Também voltei à natação, visto que pela ausência dos movimentos normais ao nível da rotação, o ombro sofre agora de uma capsulite, que só desaparece com movimento. Confesso que a primeira sessão de natação foi algo dolorosa, tendo melhorado bastante nas sessões seguintes.
A cada dia que passa sinto-me melhor, noto que a vida vai voltando ao normal, isto no que às solicitações a que o ombro está sujeito no dia-a-dia. Mesmo no trabalho, onde estava algo limitado, tudo está já quase a 100%.
Obrigado Pedro!
Boas pedaladas

sábado, 11 de julho de 2009

15 - 27.06.2009 - Troféu Airbike: 3H Resistência Nocturna (Leiria)

O regresso!, ainda que faseado... Conforme as indicações do meu fisioterapeuta, e depois de estar autorizado pelo mesmo a participar nas 3h de Leiria mesmo depois de explicar que tinha muitas escadas para descer, liguei o ombro conforme me foi ensinado e dirigi-me para o jardim em frente às antigas instalações do Banco de Portugal. O secretariado estava muito lento, muito por culpa da empresa responsável pela cronometragem na entrega dos chips, embora isso não me tenha afectado, já que a minha equipa já lá estava com o material necessário para todos os atletas. Tempo para ir dar a volta de reconhecimento, e confesso que estava bastante nervoso com a perspectiva de descer certos lanços de escada. Arranquei e pouco depois estava acompanhado de mais um atleta. Lá fomos com calma, sempre na conversa, o que ajudou a acalmar. Fizemos a volta completa e deu para concluir que a única escada onde se tinha de ter mais cuidado era a da escola comercial, já que a mesma tinha de ser feita na diagonal. Estava na hora das verificações técnicas, já bem perto do fecho da mesma. Aqui pude observar que as mesmas não foram muito rigorosas, já que um atleta que entrou na mesma altura do que eu não cumpria um dos requisitos do regulamento - dimensões dos pneus - e entrou para o parque fechado/zona de meta. Mais tarde, apercebi-me de mais atletas nas mesmas circunstâncias. Um aspecto a melhorar por parte da Airbike, já que eles é que incluiram este ponto no regulamento. Entretanto, e como faltavam cerca de 30m para o arranque e ninguém garantia a segurança das bicicletas para os atletas poderem ir fazer rolo para aquecer - mais um aspecto a rever por parte da Airbike - aproveitou-se para conversar com os muitos amigos presentes.
Chega a hora do arranque, há quanto tempo... Saudades... E lá começa a pulsação a subir! 21h - arranque! O turbilhão habitual, o som das mudanças a entrar, dos pneus a rolar, e, da habitual confusão também. A primeira volta era mais curta, já que começava pela avenida principal até à rotunda do estádio, e aí entrava-se no percurso "oficial". Ainda nessa volta, quando se descia depois da escola comercial e se saía à esquerda para uma descida mais suja e escura deparo-me com o primeiro acidente, e este foi dos grandes. Tempo para parar, avisar quem vem atrás e chamar os bombeiros. 2 ou 3m depois lá começo a pedalar novamente, apenas para parar novamente numa passagem estreita um pouco mais à frente e perder mais 2m - e vão 5m de desvantagem para a parte do pelotão que não foi afectada pela queda, tempo irrecuperável para mim que não treino há bem mais de 2 semanas entre queda, diagnósticos e tratamento. Continuando. Começam a acumular-se as voltas, até ter 1h20m de prova sinto-me muito bem, o que me admira bastante tendo em conta a paragem, mantendo sempre um ritmo forte e constante. Entretanto começo a sentir algum desgaste, o que se veio a comprovar mais tarde nos tempos de volta, mas continuo sempre a dar o máximo possível. Dá-se o aparecimento de alguns borrifos de chuva, que desde logo me fizeram temer pela segurança de todos os que andavam no percurso, já que o mesmo ficaria perigosíssimo se a mesma não parasse. Felizmente parou. Entretanto começo a sentir as forças a fugirem mais depressa e a vontade que o tempo de prova acabe torna-se quase ensurdecedora dentro de mim. As últimas duas voltas já são feitas completamente em "modo automático", num ritmo que de repente é 3m mais lento - o "homem da marreta" apanhou-me... Termino a prova em 134º lugar da geral, 58º de Veteranos A, com 11 voltas e muito desgastado. Ainda assim não foi muito mau tendo em conta a paragem forçada, fiquei a meio da tabela em termos de classe, no início da segunda metade da geral. Com o fim da prova regressou a chuva, agora com mais força. Felizmente a entrega do meu chip foi rápida, mas para a maior parte dos participantes nem por isso, ao que sei demorou cerca de 1h30m o que veio a impedir que muitos fossem tomar banho ao estádio que entretanto fechou. Mais um detalhe para a Airbike trabalhar. Para mim tratou-se de uma prova espectacular, muito diferente do habitual, com muita gente ao longo percurso a apoiar (o que não é habitual no meio do monte nas provas de BTT), com muita animação, e acima de tudo, com um enorme potencial tanto para a organização como para as equipas/atletas de darem muito mais retorno aos seus patrocinadores como de aproximação da modalidade ao público em geral. E o melhor de tudo foi o facto do ombro não ter qualquer queixa depois de tirada a fita que estava a fazer a contenção do mesmo! Estamos no bom caminho!
Até à próxima! Boas pedaladas